Luxemburgo, 06 jun (Lusa) -- A Comissão Europeia afirmou hoje estar disponível para refletir sobre uma possível reforma do atual sistema de alerta alimentar comunitário, de forma a evitar novos alertas prematuros, sem bases científicas suficientes.
Luxemburgo, 06 jun (Lusa) -- A Comissão Europeia afirmou hoje estar disponível para refletir sobre uma possível reforma do atual sistema de alerta alimentar comunitário, de forma a evitar novos alertas prematuros, sem bases científicas suficientes.
Uma estripe rara da bactéria E.coli está na origem de um surto de infeções intestinais mortais, que já provocou 22 mortos na Alemanha e, pelo menos, uma vítima mortal na Suécia.
"O mecanismo deve ser acionado sempre que existam provas científicas que motivem a sua implementação e devemos assegurar no futuro o momento mais adequado para acionar o alerta", reconheceu o comissário para a Saúde, John Dalli, durante uma reunião de ministros da Saúde dos 27, hoje realizada no Luxemburgo.
Durante o encontro, realizado para analisar a crise sanitária provocada pela bactéria E.coli, um grupo de países, liderado por Espanha, pediu medidas concretas de forma a evitar uma situação idêntica no futuro.
Inicialmente, as autoridades alemãs avançaram que a fonte do surto eram pepinos espanhóis exportados, uma hipótese que foi posteriormente afastada.
A proposta das autoridades espanholas, que reiteraram as consequências irreparáveis provocadas no sector da produção de legumes e frutas espanhol, contou com o apoio de países como França, Itália e Polónia.
Depois dos legumes espanhóis, as suspeitas recaíram no domingo sobre rebentos da planta de soja e de outros legumes cultivados numa quinta orgânica no norte da Alemanha.
As autoridades divulgaram hoje que os resultados dos exames são negativos e não indicaram a presença da bactéria.
Apesar dos resultados, a ministra da Agricultura alemã, Ilse Aigner, disse hoje que o consumo de rebentos de leguminosas, tomates, saladas e pepinos continua a ser desaconselhado.
SCA.
Lusa/Fim




